Casa velha e casa própria
Ter a minha casa, no meu nome, é um sonho distante. Por mim, tudo bem.
Eles não estão nem aí
Eles dormem em paz, despreocupados, sem pesos na consciência. E não estão nem aí.
Meu irmão comprou uma arma
Se arrependimento matasse, o narrador desta crônica estaria enterrado há um bom tempo.
Fechando o jogo
No dia a dia, corremos para fechar o jogo, sem preocupação com as fases e as pausas.
Um blasé emocionado
Quando descobri que está na moda ser emocionado e sentimental, me senti completamente deslocado.
Figueirinha, um chefinho maluquinho
No escritório, todo mundo faz cara de paisagem e quer pular desse barco furado. Culpa dele, é claro.
Sou mesmo um escritor?
Posso escrever uma floresta de páginas, mas nos dias ruins, a dúvida sempre aparece, tentando roubar minha sanidade.
Desta terra, não quero nem o pó
Bater os calçados, ir embora, não olhar para trás, nunca mais voltar.